Referência para mais de 4,5 milhões de pessoas na Zona Leste de São Paulo, instituição reúne assistência, ensino, pesquisa e incorpora novas tecnologias em oncologia, neurologia, cardiovascular e medicina nuclear

Completar 65 anos significa olhar para uma história construída ao lado da população. No caso do Hospital Santa Marcelina, esse legado também representa um dos maiores exemplos de assistência filantrópica de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Referência para mais de 4,5 milhões de habitantes da Zona Leste de São Paulo, a instituição celebra seu aniversário consolidando uma trajetória marcada por inovação, tecnologia, ensino, pesquisa e atendimento humanizado.

Fundado em 1961 pela Congregação das Irmãs de Santa Marcelina, o hospital tornou-se um dos principais centros de alta complexidade do Estado de São Paulo, responsável por uma rede integrada que acompanha o paciente desde a Atenção Primária até procedimentos altamente especializados.

“O crescimento e a consolidação do Santa Marcelina como uma das maiores referências em saúde são resultado de uma gestão comprometida com a inovação, eficiência e qualidade. Investimos continuamente em infraestrutura, tecnologia e qualificação das equipes para garantir que nossos pacientes tenham acesso a um atendimento seguro, resolutivo e cada vez mais alinhado às necessidades da população. Nosso desafio é evoluir sem perder a essência humanizada que sempre caracterizou a instituição”, afirma o diretor administrativo, Fabrício Santana.

Para a diretora-presidente, Irmã Rosane Ghedin, a missão do Santa Marcelina vai além da assistência hospitalar. “Nossa história foi construída pelo compromisso com o cuidado às pessoas e pelo fortalecimento do SUS. Além de atender pacientes, formamos profissionais, produzimos conhecimento científico e investimos continuamente para ampliar o acesso da população às melhores tecnologias disponíveis. Temos orgulho de fazer parte da vida de milhões de famílias da Zona Leste e de contribuir para uma saúde pública cada vez mais qualificada”, diz.

Santa Marcelina em números: ao longo do último ano, a rede Santa Marcelina registrou números que demonstram sua dimensão na assistência pública à saúde:

  • Mais de 92 mil internações
  • 612 mil atendimentos em pronto-socorro
  • 581 mil consultas ambulatoriais
  • 43 mil cirurgias
  • 9.368 partos
  • Mais de 5 milhões de exames laboratoriais
  • 847 mil exames de imagem
  • 10,4 milhões de atendimentos na Atenção Primária à Saúde

A unidade de Itaquera conta com 714 leitos, sendo 141 de UTI, e destina 87% de seus atendimentos ao sistema público. Em toda a rede são 1.842 leitos, dos quais 271 são de terapia intensiva.

Tecnologia para ampliar o acesso à alta complexidade:  ao celebrar seus 65 anos, o Hospital Santa Marcelina vive um dos maiores ciclos de investimentos em infraestrutura e incorporação tecnológica de sua história.

Na Oncologia, considerada uma das maiores estruturas da rede pública paulista, cerca de 2.200 pacientes realizam tratamento anualmente e são efetuadas mais de 50 mil sessões de radioterapia por ano. Entre os avanços recentes estão a implantação da braquiterapia, a chegada de um novo PET-CT para diagnóstico oncológico e a ampliação do parque tecnológico de radioterapia, que contará com três aceleradores lineares, ampliando significativamente a capacidade de atendimento.

A Oncologia Pediátrica é referência desde 2001 e já beneficiou mais de 5.500 crianças e adolescentes em parceria com a TUCCA, apresentando índices de cura comparáveis aos dos principais centros internacionais.

Medicina Nuclear: a implantação de uma moderna Gama-Câmara permitirá a realização de aproximadamente 2.600 exames anuais, beneficiando pacientes das áreas de oncologia, cardiologia e neurologia com diagnósticos mais rápidos e precisos.

Hemodinâmica: também passa pela maior modernização desde sua implantação. A estrutura ganhou uma quarta sala de procedimentos e quatro novos equipamentos de última geração, capazes de realizar técnicas cardiovasculares minimamente invasivas com maior precisão, menor exposição à radiação e recursos avançados de reconstrução de imagens em tempo real.

Referência em áreas estratégicas da medicina: o Hospital Santa Marcelina reúne algumas das principais linhas de cuidado de alta complexidade do SUS.

Neurologia: é o hospital habilitado no Estado de São Paulo para realizar trombectomia mecânica no tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC), cirurgia que reduz significativamente sequelas e mortalidade quando realizada no tempo adequado.

Cardiologia: o programa como o STEMI Santa utiliza telemedicina para acelerar o diagnóstico e o tratamento do infarto agudo do miocárdio, o que reduz o tempo de resposta e aumenta as chances de sobrevivência dos pacientes.

Ensino, pesquisa e inovação fortalecem o SUS: mais do que um hospital assistencial, o Santa Marcelina é um dos maiores polos de formação de profissionais da saúde do País. O Centro de Ensino e Pesquisa Clínica (CEPEC) já participou de mais de 270 estudos clínicos, mantém 63 pesquisas ativas e proporcionou acesso a protocolos inovadores para mais de 1.530 pacientes.

A instituição também oferece programas em 42 especialidades médicas e quatro residências multiprofissionais, tendo formado mais de 3.800 especialistas, muitos dos quais atuam hoje em diferentes regiões do Brasil.

Outro marco recente foi a integração dos prontuários eletrônicos entre hospitais e Atenção Primária, para o compartilhamento seguro de informações clínicas e fortalecendo a continuidade do cuidado.

Um legado que segue em expansão: o Hospital Santa Marcelina reafirma sua missão de oferecer atendimento de excelência, gratuito e humanizado para a população, aliando tradição, inovação e responsabilidade social.

Os investimentos em infraestrutura, tecnologia, sustentabilidade, ensino e pesquisa reforçam o compromisso da instituição com o fortalecimento do SUS e com a ampliação do acesso da população às mais modernas terapias e diagnósticos disponíveis, consolidando o Santa Marcelina como uma das mais importantes referências em saúde pública e filantropia hospitalar do Brasil.