Em sua 17ª edição, campanha realizada em 19 de setembro oferece consultas, aferição de pressão e ultrassom da aorta e das carótidas; nos últimos quatro anos, a iniciativa já realizou 730 consultas e 213 exames
Uma condição que pode avançar sem apresentar sinais e, em situações graves, levar à morte. Esse é um dos principais desafios relacionados às doenças da aorta, entre elas o aneurisma e a dissecção da aorta. Para ampliar o diagnóstico precoce e o acesso à prevenção, o Hospital Santa Marcelina realiza, no dia 19 de setembro, a 17ª Campanha de Prevenção das Doenças da Aorta, com atendimento gratuito para homens e mulheres a partir dos 55 anos.
A ação será realizada das 9h às 15h, no Ambulatório de Especialidades do Hospital Santa Marcelina de Itaquera, em parceria com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP). A programação inclui consultas médicas, aferição da pressão arterial e exames de ultrassom da aorta e das carótidas. A iniciativa é promovida pelo Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular e pelo Ambulatório de Especialidades do Hospital, e busca não apenas identificar alterações precocemente, mas também orientar a população sobre fatores de risco que podem ser prevenidos e controlados.
A aorta é a maior artéria do corpo humano e tem a função de transportar sangue e oxigênio do coração para todo o organismo. Quando é acometida por doenças, diferentes órgãos e funções vitais podem ser comprometidos. Entre as principais alterações está o aneurisma da aorta, mais frequente a partir dos 50 anos, que é caracterizado pela dilatação anormal da artéria. Em muitos casos, a condição não provoca sintomas e pode permanecer desconhecida até o surgimento de complicações graves, como a ruptura, uma situação potencialmente fatal.
Outra situação grave é a dissecção da aorta, que ocorre quando há uma ruptura na camada interna da parede da artéria, permitindo a entrada de sangue entre as camadas do vaso. A alteração pode comprometer o fluxo sanguíneo para diferentes órgãos, levando à isquemia e à morte. “As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade, tanto no mundo quanto no Brasil. Um exemplo são os aneurismas, que ocorrem quando a artéria se dilata e, em caso de ruptura, podem se tornar fatais”, explica o Dr. Marcelo Calil, cirurgião vascular, coordenador da residência do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Santa Marcelina.
Tabagismo, hipertensão e colesterol estão entre os principais fatores de risco
Embora fatores hereditários possam estar envolvidos na formação de aneurismas e na ocorrência da dissecção da aorta, há também fatores de risco modificáveis, que podem ser acompanhados e controlados. “O tabagismo, hipertensão arterial e dislipidemia estão entre os principais fatores de risco. Sendo assim, a cessação do tabagismo, o controle da pressão arterial e a redução do colesterol são medidas fundamentais. Quanto mais cedo forem realizados exames preventivos, maiores são as possibilidades de o paciente procurar atendimento adequado e preservar sua qualidade de vida”, ressalta Dr. Calil.
Ausência de sintomas reforça importância da avaliação preventiva
Um dos principais desafios no diagnóstico das doenças da aorta é justamente o fato de que elas podem permanecer silenciosas. Quando apresentam sinais, alguns aneurismas abdominais podem provocar dor ou sensação de aperto circular no abdômen. Outros pacientes relatam a sensação de pulsação, popularmente descrita como um “coração na barriga”. No entanto, muitas alterações são identificadas apenas durante avaliações médicas de rotina.
A investigação pode envolver avaliação clínica e exames como ultrassom com Doppler, tomografia computadorizada, ressonância magnética e cateterismo, conforme a necessidade de cada paciente.
Campanha da Aorta do Santa Marcelina já realizou mais de 700 consultas nos últimos quatro anos
Além de ampliar o acesso da população à avaliação especializada, a campanha vem acumulando resultados ao longo dos anos. Entre 2022 e 2025, foram realizadas 730 consultas médicas e 213 exames de ultrassom, além de uma internação identificada durante a edição de 2022.
Confira os números:
- 2022: 151 consultas, 84 ultrassons e uma internação;
- 2023: 220 consultas e 46 ultrassons;
- 2024: 130 consultas e 25 ultrassons;
- 2025: 229 consultas e 58 ultrassons.
Os números também refletem a atuação do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Santa Marcelina. Em 2025, a equipe realizou 7.210 dopplers; 12.693 atendimentos ambulatoriais; 1.083 exames na angiorradiologia vascular; e 3.395 procedimentos no centro cirúrgico. Em 2026, de janeiro a agosto, foram realizados 5.373 dopplers; 8.132 atendimentos ambulatoriais; 660 exames na angiorradiologia vascular; e 2.196 procedimentos no centro cirúrgico da Instituição.
Serviço alia assistência, prevenção e formação de especialistas
O Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Santa Marcelina atua nas áreas de assistência, prevenção e formação de especialistas, e mantém programas de residência médica reconhecidos pelo MEC em Cirurgia Vascular, Cirurgia Endovascular e Ecografia Vascular com Doppler. O coordenador do serviço, Dr. Marcelo Calil, recebeu, em 2022, o Prêmio Alexis Carrel, concedido pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo.
A realização da campanha reforça, assim, a importância de levar informação e acesso à avaliação especializada para uma população que pode estar convivendo com alterações vasculares sem saber.
SERVIÇO
17ª Campanha de Prevenção das Doenças da Aorta
Atendimento gratuito à população
Data: 19 de setembro de 2026 (sábado)
Horário: das 9h às 15h
Local: Ambulatório de Especialidades do Hospital Santa Marcelina
Serviços oferecidos: consultas médicas, aferição da pressão arterial e exames de ultrassom da aorta e das carótidas
Público-alvo: homens e mulheres a partir dos 55 anos, especialmente com histórico de hipertensão
Endereço: Rua Santa Marcelina, nº 400, Itaquera – São Paulo
Agendamento: (11) 2070-6291