Em cerimônia realizada na tarde da última quinta-feira (7), na sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a UBS Castro Alves e o CAPS Infantojuvenil de Itaquera receberam formalmente seus reconhecimentos por projetos de longevidade e equidade no SUS.
As iniciativas foram certificadas na 22ª Mostra de Experiências Municipais e os prêmios foram originalmente concedidos à SMS durante o 39º Congresso do COSEMS/SP, realizado entre 8 e 10 de abril de 2026, na cidade de Santos, e agora entregues às unidades responsáveis pelas ações.
O reconhecimento reforça o papel da Atenção Primária à Saúde Santa Marcelina em oferecer um cuidado cada vez mais humanizado, inclusivo e adaptado aos desafios sociais e ambientais da população.
Com o tema “O SUS e o EnvelheSer: estratégia para uma longevidade digna e com equidade”, a premiação deste ano destacou práticas que preparam o sistema de saúde para o envelhecimento populacional sob diferentes óticas, desde a adaptação climática até o enfrentamento ao racismo.
Segurança ambiental na terceira idade
A UBS Castro Alves, localizada na Cidade Tiradentes, conquistou o prestigiado Prêmio “OPAS: Municípios que Cuidam”, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde. O projeto, “Práticas Integrativas e Socialização: Caminhando para uma adaptação climática na Saúde do Idoso”, foca na vulnerabilidade da terceira idade diante das mudanças climáticas.
Desenvolvida pelo Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), a iniciativa promove caminhadas monitoradas três vezes por semana em áreas arborizadas. Além da atividade física, os colaboradores promovem educação em saúde ambiental, abordando hidratação, segurança solar e prevenção de quedas em emergências climáticas. O resultado direto foi a melhora na mobilidade e na saúde mental dos participantes.
Identidade Racial
O CAPS Infantojuvenil Itaquera recebeu menção honrosa pelo projeto “Direito de Existir para EnvelheSer: PICS e identidade racial na saúde mental infantojuvenil”. A proposta diferencia-se por tratar o racismo estrutural como um determinante social que impede a população negra de alcançar a longevidade.
O trabalho utiliza Práticas Integrativas e Complementares (PICS), como auriculoterapia e musicoterapia, para fortalecer a identidade racial dos adolescentes. O ponto de central do projeto é: para que haja um envelhecimento digno na periferia, é preciso garantir à juventude o direito de sobreviver, através da autonomia e do letramento racial.