Relatório – Doutores da Alegria!

 

 

 

Hospital: Santa Marcelina

Cidade: São Paulo Período: Junho de 2019

 

Allariê!

Meus polvo e minhas polva, bom dia, boa tarde e boa noite, ou como diz o Dr. Trillo, boa tarde, damas e xadrezes! É com muita alegria que passamos o mês de junho cantando as cantigas das tradicionais festas juninas além das nossas próprias composições. Quem viu, viu, quem não viu, só ano que vem.

O São Joãozinho e nosso famoso STJ (Show de Talentos Juninos) passaram serelepes pelos corredores e alas do Hospital Santa Marcelina. Curioso sobre o STJ? Pois nosso festival tem prêmio milionário, e no nosso caso é milhonário mesmo: Mi LHO NÁ RI O, 1 milhão em espécie, entregue imediatamente aos olhos de todo o público para o vencedor do STJ. Com 1 milhão dá pra fazer muita coisa, minha gente, é pamonha pra mais de metro… temos também uma banda, o Trio Glicérides, sucesso nas paradas e rádios de todo o Brasil. Só se fala em outra banda.

Temos jurados que avaliam com bastante critério cada número, cada apresentação, cada talento junino que pisa em nosso palco. Nosso júri é composto por duas pessoas da plateia (escolhidas por livre e espontânea pressão), sendo de preferência um acompanhante e/ou paciente e um profissional do hospital, além de um integrante dos Doutores da Alegria – no caso o Dr. Pistolinha, com seu bom humor e silhueta peculiar. Trata-se de uma votação justa e transparente, sem fake news. A opinião de cada jurado se dá através da leitura de plaquetas, que sinalizam positivo (dedão pra cima) quando o número é supimpa e negativo (dedão pra baixo) quando o número não é legal. Temos um simpático apresentador, o Dr. Da Dúvida, que faz a linha do saudoso Chacrinha: “Eu vim para confundir!”. E claro, temos vários calouros, cheios de talentos, vontade e esperança de levar para casa o prêmio de 1 milhão!

O STJ do dia 18 aconteceu no Tucca, casa cheia, público ávido por espetáculo. O grande vencedor foi um paciente do Tucca, do próprio Hospital Santa Marcelina que deu um show ao fazer um número de chapéu com o Dr. Pinheiro. Levou pra casa 1 milhão e está comendo milho cozido até hoje.
A Dra. Dona Juca Pinduca e a Dra. Guadalupe, donas do pedaço, apresentaram um CoCoCoCoral com as estrelas galinácias Clara, Gema, Gemada e Omelete, contando ainda com o auxílio luxuoso de algumas mães e pacientes do Tucca. Foi uma cacarejada bonita de se ver.

Dra. Emily e Dra. Pororoca, também de casa, quase fizeram bonito, começaram muito bem ensinando uma coreografia pra lá de animada sobre como lavar bem as mãos, afinal iriam decorar com muitas bandeirolas coloridas o nosso arraiá. O problema é que Emily exagerou e, de tanto lavar as mãos, encolheu as mãozinhas que ficaram minúsculas e não pôde ajudar Pororoca a pendurar as bandeirolas. Saíram de cena miudinhas. Para finalizar o festerê, teve quadrilha, com passagem pelo túnel, cavalheiro cumprimentando as damas, damas cumprimentando os cavalheiros, cada um com seu par fazendo o Arraiá dos Doutô da Alegria um clássico desde outros tempos. Alarriê!

Visitas do mês

Emily precisou resolver uns causos lá pros lados do interior de São Paulo, e foi fotografando a Arara prima do Tucano que come o caqui que dá na árvore que fica dentro do estacionamento em frente à entrada do hospital que ela foi parar em Araraquara. Mas para Pororoca não ficar sem par, recebeu a visita de dois besteirologistas: Tutti Bolot’s, ligeira nos passinhos miúdos e na malemolência, e Cavaco, já velho conhecido do pessoal.

Dia desses no PS, Cavaco, que agora deu pra ser compositor improvisador, chegou no leito de uma bebê que olhava atenta pra ele. Cavaco então pegou o cavaquinho, pensou uma palavra, olhou para a mãe da criança, olhou para Pororoca, olhou para a criança e começou a cantar, entoando uma linda canção com letra poética, toda cantada para a bebê que olhava atenta e com os olhinhos brilhantes. E Cavaco se esforçava para rimar palavras bonitas com Thais. Tudo acabava em Thais, todo refrão tinha Thais, cada frase tinha que caber Thais. E ele olho no olho com a bebê. Cavaco terminou a música inédita, criada ali mesmo, ele estava todo prosa, orgulhoso de si e olhou para a mãe da criança, buscando um olhar de aprovação, um elogio, um afago na alma, mas a mãe da criança disse rindo:

– Adorei a música, mas minha filha não chama Thais. Thais sou eu.

Cavaco, que estava todo cheio de si, enfiou a viola no saco e saiu de fininho. O compositor tinha errado o nome da sua musa inspiradora.

 

 

Damas e xadrezes, assim me despeço com alguns causos que vivemos no último mês. Um beijo e um xêro!

Layla Ruiz (Dra Pororoca)

Atendimentos

Neste mês foram realizados 383 atendimentos a crianças e 475 atendimentos a adultos (acompanhantes, profissionais de saúde e colaboradores do hospital) e 580 aproximadamente público indireto. Total: 1.438 pessoas.