Saiba tudo sobre a estrutura da coluna vertebral

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A coluna naturalmente apresenta curvaturas em toda a sua estrutura, sendo elas a lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e cifose sacral. Essas curvaturas estão presentes nos seres humanos após 1 ano de vida nos proporcionando capacidade de ficar ereto. Aqui nós daremos atenção a uma curva especifica a lordose lombar.
É considerado um quadro fora do padrão, quando ocorre uma alteração acentuada dessa curvatura. O aumento da curvatura é denominado hiperlordose e a diminuição, hipolordose, sendo que a mais comum é a hiperlordose .

Essas alterações, em algumas situações especificas podem causar dor nas costas, afetando a realização de atividades cotidianas.

Sendo muitas vezes de caudas desconhecidas. Citamos aqui algumas conhecidas, como a má postura e a fraqueza muscular. A lordose pode ter origem genética, como nos casos dos acondroplásicos, que causa um tipo de nanismo. Gravidez e obesidade também podem influenciar na lordose em decorrência de adaptações posturais.
Outra causa é a osteoporose, que afeta principalmente os idosos e provocam uma fragilidade óssea, fratura das vertebras e uma influencia direta nas curvaturas da coluna. Outras alterações da coluna como a cifose, escoliose e a espondilolistese também podem estar relacionadas na modificação da lordose.

Não existe um grupo especifico para o acometimento das deformidades da coluna. Fazem parte do grupo de risco homens e mulheres, de jovens a idosos.
Mulheres grávidas podem apresentar modificações desta lordose devido à postura adquirida conforme a progressão da gestação.
Indivíduos obesos também fazem parte do grupo de risco pois tendem a se inclinar para trás para se equilibrarem melhor.

Os pacientes podem referir dor nas costas, principalmente na parte inferior, e que pode irradiar para as pernas. Outro sinal observado é a mudança na postura. Os pacientes que apresentam hiperlordose lombar têm as costas bem curvadas, abdome proeminente e as nádegas projetadas para trás. Já os que apresentam hipolordose lombar apresentam a coluna mais reta.
Devido à mudança de postura e dor, pode haver uma limitação da mobilidade da coluna.

O diagnóstico deve ser realizado pelo médico ortopedista e consiste no exame clínico, onde devem ser obtidas informações como histórico do paciente, se ele  apresenta dor e quais seus hábitos.
Ao exame físico, o médico deve observar o paciente de costas, de frente e de lado, para observação de postura e possíveis assimetrias. Também pode manipular o paciente a fim de observar alterações da coluna, bem como solicitar que o mesmo realize algumas manobras para avaliação do alcance dos movimentos.
Para um diagnóstico preciso o médico pode solicitar a realização do exame de raio-X. Deve ser realizada a imagem da coluna toda nas posições anteroposterior(frente) e lateral ( perfil)
Nos casos onde há suspeita de comprometimento neurológico pode ser solicitada a realização de ressonância magnética.

O tratamento mais indicado para alterações das curvas fisiológicas da coluna é o tratamento conservador. Ele é baseado na administração de analgésicos para a melhora dos quadros de dor. Além disto o tratamento deve incluir sessões de fisioterapia onde serão realizados exercícios para o fortalecimento da musculatura e melhora da mobilidade da coluna. Dentro do tratamento fisioterápico, a reeducação postural global também apresenta excelentes resultados no tratamento destas deformidades. Atualmente o Pilates também tem se mostrado muito efetivo. Nos casos de pacientes obesos a redução de peso é importante pois possibilita uma melhora na postura.

Após a melhora clinica, atividades que envolvam exercícios com peso tem sua indicação.

Nos casos onde a curvatura da coluna for muito acentuada (grave), se houver envolvimento neurológico e quando não houve melhora do quadro mesmo com todos os tratamentos não invasivos, o médico pode indicar a realização de tratamento cirúrgico. Sendo este uma abordagem de exceção neste tipo de apresentação clinica.

Fonte: Dr. Luiz Claudio Lacerda – Médico Ortopedista do Hospital Santa Marcelina