Retinoblastoma

Tratamento para Retinoblastoma no Hospital Santa Marcelina Itaquera é um dos mais avançados do mundo

Desde 2012, cerca de 72% dos olhos diagnosticados com este tipo de câncer no Hospital Santa Marcelina foram salvos com a utilização de quimioterapia intra-arterial

Dia 4 de fevereiro, comemorou-se o Dia Mundial do Câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a data foi criada para sensibilizar as pessoas em relação à importância da prevenção e também estimular o avanço de pesquisas e investimentos dos órgãos públicos e privados no tratamento da doença.

A Rede de Saúde Santa Marcelina desempenha papel importante na assistência médica da doença no Brasil, principalmente na especialidade de Oncologia Pediátrica, em que o Hospital Santa Marcelina é referência nacional para tratamento do Retinoblastoma, o tumor ocular mais comum na infância. Desde 2011, funciona na unidade o Centro de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma, no Ambulatório de Oncologia Pediátrica do hospital, mantido em parceria com a TUCCA Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer.

Embora seja raro, acomete, em sua maioria, crianças de até 5 anos de idade, sendo responsável por 3% dos cânceres em crianças e recém-nascidos. O diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para preservar o olho e a visão da criança, e é neste contexto que o Hospital Santa Marcelina destaca-se.

Isso porque o Centro de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma possui uma das melhores estruturas do mundo para o tratamento desta doença. Por ano, são atendidos, em média, 35 pacientes de vários estados brasileiros. A unidade está equipada com aparelhos de última geração e oferece opções terapêuticas de ponta, como a quimioterapia intra-arterial, uma técnica pouco invasiva, que permite a administração de doses muito menores de medicamentos e, consequentemente, menos efeitos colaterais. Na maioria dos casos, a técnica tem permitido a preservação do olho e da visão da criança.

De acordo com o Dr. Sidnei Epelman, Oncologista Pediatra, diretor do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina e presidente da TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, parceira do Hospital Santa Marcelina, devido ao diagnóstico tardio em muitos casos, a medida mais comum para combater o tumor é a enucleação. “A quimioterapia intra-arterial traz a possibilidade de salvar o olho do paciente, a visão e ainda erradicar o retorno do tumor”, afirma.

“Tratamos os pacientes com Retinoblastoma a partir de uma integração entre as equipes de Oncopediatria, oftalmologia e o setor de Neurorradiologia Intervencionista. A nossa tecnologia avançada também permite que os resultados de cura da doença ultrapassem os 80%”, explica o médico Dr. Fausto Motta Ferraz, que juntamente com o Dr. Márcio Marques, coordena os setores de Neurorradiologia Intervencionista e Hemodinâmica do Hospital Santa Marcelina.

Referência no exterior

O Centro de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma de Itaquera possui os mesmos recursos tecnológicos de um centro ultraespecializado que fica em Nova York, nos Estados Unidos. “A vantagemé que no Santa Marcelina oferecemos um tratamento totalmente gratuito aos pacientes, por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS. O mesmo tratamento no exterior tem o custo de 100 mil dólares”, frisa o Dr. Fausto Motta Ferraz.

Tecnologia de ponta

Entre os equipamentos disponíveis para o tratamento no Hospital Santa Marcelina está o RetCam3, utilizado para obter o diagnóstico preciso do Retinoblastoma, aumentando as chances de cura da doença. Esse aparelho permite ver com detalhes o exame dos olhos por meio de uma câmera de grande aumento.

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Revista Conexão Santa Marcelina – Janeiro/Março – 2016